GALERIA
Aula prática no passadiço de Rio Tinto
7 de Fevereiro de 2020. Passadiço do Rio Tinto
Munidos das respectivas máquinas fotográficas, onze alunos desta disciplina avançaram
entusiasmados para uma aula no exterior. O objectivo era tirar fotografias para posteriormente
serem melhoradas em aulas clássicas. Tínhamos como expectativas apreciar não só o rio ou o
passadiço, mas toda uma envolvência que fossemos encontrando e considerássemos digna dos
nossos registos.
Pela minha parte, á medida que íamos avançando e fotografando não deixavam de aparecer na
minha memória os meus tempos de criança, em que ia tomar banho ao rio, pescar “colherezinhas”,
ou até como me aventurava com outros miúdos a invadir hortas privadas junto ao rio, que parte
delas são agora do domínio público.
Não deixei de pensar como seria este rio mil e cem anos atrás completamente vermelho do sangue,
que guerreiros cristãos e maometanos travaram ao ponto de o tingirem completamente.
Há medida que ia andando e revia velhas casas, outrora moinhos ou simples casebres para pessoas
ou para guarda de alfaias agrícolas, ia apreciando a verdura que abraça o leito e não deixava de
pensar como era este rio à trinta anos. Um rio todo poluído, com diversas descargas de fábricas ou
outras explorações que me apertavam o peito só de vê-las. Não quero dizer que este rio agora seja
um exemplo de um rio completamente despoluído, mas comparativamente com esse passado as
melhoras são nítidas. Nas minhas meditações trouxe-me á recordação uma conversa com um amigo,
que não quero revelar a identidade, mas que lhe chamarei Carlos, que quando me insurgia quanto á
poluição do rio, ele sentenciava: “Isto é o progresso amigo. Se um dia tiveres um rio limpo, então tens
que voltar a andar de burro.”
A comitiva passou pela ETAR do Meiral e tivemos a oportunidade de ver as instalações de um lado
desconhecido e descobrir novas envolvências, tais como o regresso dos patos reais ao rio. Em diálogo
comigo mesmo, ia respondendo ao meu amigo Carlos. Estes patos são exemplo que falhaste na tua
profecia, mas não estou aqui para te julgar, mas aprender com esta aula.
O sol já se encontrava no seu caminho descendente para poente e já se adivinhava a penumbra,
quando a turma iniciou o seu regresso ao ponto de partida e eis senão quando deparamos com uma
descarga poluidora efectuada em pleno rio, perto do local conhecido como “baixa da ponte.” De novo
um aperto no coração. Isto era uma cereja podre e salgada no topo do bolo. Aquelas manchas brancas
minhas conhecidas estavam de volta, agora pela calada da quase noite, como um ladrão. Será que um
dia destes vou ter mesmo que voltar a andar de burro?
António Barbosa
Adérito Machado
Alberto Gonçalves
António Barbosa
Alguns dos postais natalícios criados pelos alunos da disciplina " Imagem Digital" da Universidade Sénior de Rio Tinto.
Adérito Machado
Alberto Silva
António Barbosa
António Castro
António Silva
Daniel Ferreira
David Silva
Mário Silva
Martinho Carlos Tavares
Vitor Sá




























Saudações a todos os criadores dos postais de Natal. Naturalmente, também para os restantes amigos, que não enviaram ainda os seus trabalhos.
ResponderEliminarAproveito para lhes desejar um bom ano de 2020 e que todos nós possamos concretizar em parte, alguns dos desejos que programamos a cada ano. Digo alguns, porque é difícil concretizar os nossos desejos a 100%.
Por mim, não vou dizer o que quero para o próximo ano. Se o fizesse iria repetir o que tenho pedido ao longo dos anos, e quase de certeza, que os meus desejos, são os mesmos de todos os que fazem parte da "turma" e de muitos outros nossos conhecidos…
Mais uma vez, Bom 2020!